Armados ao Pingarelho

Para quando falha o dom da palavra

Se cá estivesse o Primeiro Ministro...

 

... seria esta a altura em que ele descerraria aquela placa de granito tão estupidamente parecida com granito que até faz dores na vista. E nela estaria escrito qualquer coisa como "Foi no dia 24 de Setembro de 2008 que V. Exa. o Sr. Primeiro Ministro Pila Mole inaugurou este estabelecimento".

Como ele não está cá (diz que tinha uma marcação para arranjar as unhas), cabe-me a mim dizer.

Sejam todos muito bem vindos!!

 

 

Pérolas da Língua (Parte II)

Comecei hoje a elaborar um novo dicionário Alemão-Português, em colaboração com o meu aluno (ele diz, eu registo)…

Num dicionário normal apareceria:

Sandburg, s.f., castelo de areia

No nosso aparece:

Sandburg, s.f., castelo de sandes

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  • Happy Together II

    Como forma de agradecimento pela prenda e pelos Parabéns, aqui fica o meu postal de aniversário:

    clicar ali

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  • Pérolas da Língua (Parte I)

    O meu filho está na Argentina há duas mesas.

    No Natal na Alemanha comem-se as crianças, bolos.

    Ela tem muitas línguas. ( a propósito de alguém saber falar Português, Inglês e Francês)

    [Eu bem que tentei...mas pronto, desmanchei-me a rir em frente ao aluno de Português...ao menos dá para começar o dia bem disposta :P]

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  • Dreams in Colour II

    Hoje fui ao Ikea.
    Nota Mental: Lembrar de nunca mais ir ao Ikea vestido de amarelo.

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  • Passarinhos a bailar na cabeça

    Hoje tive uma aula em que acreditem, parecia que estava num outro planeta, com uma linguagem em código indecifrável! Então não é que estive hora e meia (sim, tive de sair 30minutinhos mais cedo que já não aguentava) a ouvir um senhor que só olhava para o chão e tentava explicar a teoria de que a nossa mente já foi comparada - agora é o momento em que vocês pensam em coisas bastante complexas e com algumas semelhanças com o funcionamento do nosso cérebro - a um canivete, a uma biblioteca e a uma gaiola!

    Ah pois é! É verdade que a cabeça de muita gente tem um bocadinho de detrimentos a mais, mas imaginar o que está dentro da nossa cabeça como uma gaiola dos nosso canários, com trapézios para os neurónios e banheirinhas de plástico, é muitíssimo interessante!

    Gente da próxima vez que forem arejar as ideias podem utilizar uma expressão como - “Vou fazer tirar a caca da minha gaiola”.

    Ou então quando se esquecerem de alguma coisa podem dizer - “Txi devo ter deixado a porta da gaiola aberta

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  • CAPS QUÊ?

    Eu sei que há algum pessoal que não se adapta facilmente às novas tecnologias…pessoal, leia-se aí dos seus 60’s pra cima (os meus pais têm menos e mesmo assim a coisa não é fácil!). Mas faz-me “espécie” quando alguém nos seus trintas e tais não sabe que escrever na net com caps significa que estamos a falar alto ou gritar… Ainda bem que ela me alertou porque era coisa que eu desconhecia… Sim, porque a rapariga enviava mails de trabalho tudo escrito em caps, até que alguém não gostou muito da brincadeira…

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  • Do que é feito o peido?

     

    A composição do gás é altamente variável. A maior parte do ar que engolimos, especialmente o componente Oxigénio, é absorvido pelo corpo antes do gás alcançar os intestinos. Quando o ar atinge os intestinos, a maior parte do que resta é nitrogénio. Reacções químicas entre o ácido estomacal e os fluidos intestinais também podem produzir dióxido de carbono, que também é um componente do ar e um produto da acção bacteriana. As bactérias também produzem Hidrogénio e Metano.
     

    O que faz os peidos cheirarem?

    O odor dos peidos vem de pequenas quantidades de sulfeto de hidrogénio (gás sulfídrico). Esses compostos contêm enxofre. Quanto mais rica em enxofre for a sua dieta, mais desses gases vão ser produzidos pelas bactérias no seu intestino e mais os seus peidos vão cheirar mal. Pratos como couve-flor, ovos e carne são notórios por produzirem peidos mal-cheirosos, enquanto feijão produz grandes quantidades de peidos não necessariamente mal-cheirosos. 

     

    Porquê que os peidos fazem barulho?
     

    Os sons são produzidos pela vibração da abertura anal. O som depende da velocidade da expulsão do gás e de quanto estreita for a abertura dos músculos do esfíncter anal. 

     

    Quanto gás uma pessoa normal produz por dia?
     

    Em média, uma pessoa produz mais ou menos um litro (!!) de peido por dia, distribuído em cerca de 14 peidos diários. Pode ser difícil para si determinar o volume dos seus peidos diários, mas pode estimar quantas vezes peida. Pense nisso como uma pequena experiência científica. Anote tudo o que come e conte o número de vezes que peida. Pode inclusive anotar sobre o fedor deles. Veja se consegue descobrir uma relação entre o que come, quanto peida e quanto os seus peidos fedem. 

     

    É verdade que algumas pessoas nunca peidam?
     

    Não, se elas estiverem vivas. As pessoas podem peidar até mesmo um pouco depois de mortas. 

     

    Até estrelas de cinema peidam?
     

    Sim. Assim como avós, padres, reis, príncipes, cantores de ópera, stripers, misses e freiras. Até o Darth Vader peida. 

     

    Os homens peidam mais que mulheres?
     

    Não, mulheres peidam tanto quanto homens. O caso é que os homens têm mais orgulho disso. Existe uma grande variação em quanto gás uma pessoa pode produzir por dia, mas essa variação não está relacionada com o sexo. Talvez os homens peidem com mais frequência do que mulheres. Se isso for verdade, então as mulheres tendem a segurá-los e então libertar mais gás por peido. 

     

    Em que parte do dia alguém está mais sujeito a peidar?
     

    Durante a manhã, quando estiver no WC. Isso é conhecido como “trovão matinal”, e se conseguir uma boa ressonância, pode ser ouvido na casa inteira. 

     

    Não percam em breve a segunda parte.

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  • O que as estrelas me dizem

    Ora bem, no final desta semana no âmbito de uma actividade praxística tive a incumbência de escrever as previsões astrológicas de todos os signos do Zodíaco para o dia em questão.

    Foi nesse momento que descobri que o meu futuro é ser uma professora Bamboo ou uma Maya júnior :D Sim, porque desceu sobre mim tal inspiração que num minuto escrevi algo tão verdadeiro que chegou a deixar pessoas reticentes.

    A título de exemplo, o nativo Leão no amor poderá descobrir características ocultas do seu parceiro, por outro lado se estiver sozinho, não é um bom dia para iniciar relações. Na saúde, vá imediatamente ao médico pois esses pingos no nariz carecem de atenção; No dinheiro, olhe com atenção para o chão pois poderá ter uma surpresa positiva!

    Esta simples actividade deixou-me a pensar como é trabalhosa a função de um cartomante ou astrólogo, sim porque eles não brincam em serviço. Aliás, no meio de milhões de pessoas há uma forte probabilidade de alguém encontrar um cêntimo no chão.

    E pronto para mais esclarecimentos, 808563456

    Já agora, sou a Nini e é um prazer escrever aqui sempre que possivel e pertencer a este grupo de trengos :P

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  • Muro de lamentações

    Durante as curtas férias à umas semanas, vi algo que encheu de alegria. José Cid foi a um programa televisivo da tarde tocar um medley de músicas suas num sintetizador Casio.

    Reparem como seria difícil que esta frase fosse mais deprimente: temos José Cid, temos um programa televisivo da tarde, temos um medley de músicas de José Cid e temos um sintetizador Casio. Enfim, há acasos felizes na vida.

    Pois bem, quero chegar aqui: durante este apontamento musical, José Cid envergava um daqueles lenços palestinianos ao pescoço. Nos últimos tempos, não me lembro de uma vitória tão grande para a causa de Israel…

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  • What’s your name (again)?

    80. Mais ou menos. 80 miúdos distribuídos por 4 turmas, entre 1º e 4º ano.

    É caso para dizer (peçam ali ao colega fly_boy a tradução não censurada): “cus diabos”!

    80 caras (muitas tão semelhantes que se fosse mãe de um deles, ainda levava o colega do lado para casa por engano) mas, principalmente, 80 nomes para decorar.

    Nestas duas semanas de aulas já sei o nome de alguns. Mais por mérito deles do que por meu.
    Se o João Pedro se lembra de, a meio de uma actividade, se levantar e começar aos saltos na sala, é normal que o nome dele fique gravado a fogo na minha memória. O fogo que teria cuspido para lhe queimar o rabo e o fazer sentar na cadeira se pudesse…
    Se a Tânia pinta a butterfly de brown, quando lhe disse: “Red, estás a ver este marcador? Este bocadinho é para ser red” (*inserir repetição de conversa* apontando pro marcador e pro espacinho* inserir repetição de conversa*) também é natural que não me esqueça do nome dela. Pronto, a rapariga gosta da sua liberdade artística intocada. Mas não sai da sala enquanto não me disser que o marcador que tenho na mão é blue (e não, loranje, ou ieló, ou rread).
    O Gonçalo senta-se na minha cadeira e não quer sair de lá por mais que o mande para o lugar logo na primeira aula? Está marcado. Ele e o nome.
    Mas os outros…aqueles que até fazem as coisas bem e não fazem muito barulho…esses vai demorar mais um bocadinho.

    Ainda para mais com a quantidade incrível de nomes iguais em cada turma…
    Deve ter havido um baby-boom de “Inês”es no início desta década porque me caíram todas no prato este ano. Inês Silva. Inês Marques. Inês-I-don’t-know-and-frankly-I-don’t-care-desde-que-não-te-marque-falta-contigo-presente-e-vê-lá-se-não-me-chateias…
    Confesso que me sinto um bocado à nora quando tenho de seleccionar um deles para fazer alguma coisa e vejo 20 caras a olhar pra mim … e fico à espera do nome em versão legenda de filme … que nunca chega.
    Aproveita-se para rever (sempre que necessário) a pergunta - “What’s your name?” … ou para variar um bocadinho e aumentar a competência discursiva dos pirralhos (só por isso, claro) apontar para algum e perguntar aos colegas “What’s his name?”… Acho que vou rever isto com frequência até ao final do ano…

    Outra coisa que me assusta este ano é, cada vez que entro numa das escolas, ser saudada quase em coro milhentas (ok, que exagero … centenas … algumas dezenas vá) … (de) vezes: “teacheeeerrrrr”.
    Páro. Tento descortinar no exército de gnomos palradores quem prolongou aquela ultima sílaba até à exaustão … conseguindo ou não digo “hello” e continuo, até ao próximo … e o próximo … e o próximo …  Metade daqueles alunos até tenho obrigação de conhecer porque já lhes dei aulas há dois anos, ou no ano anterior, nesta, noutra escola, em outras situações … outra metade nem sei se são meus, mas a forma mais simples de responder é mesmo “hello” e move on … eu não me ia lembrar mesmo do nome deles para os saudar um a um … (yet!)

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